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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Canja!

Quem disse que canja era para doentes? É porque nunca provou a minha canja!
Adoro, acho que é reconfortante e nestas alturas de chuva e frio é um consolo!

Super simples, mas cheia de sabor!

Numa panela não muito grande, encho com água e coloco uma cebola cortada em bocadinhos e algumas aparas de frango, e/ou fígados ou "miúdos" para quem gosta (no talho, quando peço frango, peço logo que o arranjem e retiram algumas aparas e o osso do meio, com alguma carne, fica um excelente caldo!) e um pedacinho pequeno de chouriço.

Deixo ferver e cozinhar lentamente cerca de 15 a 20 minutos.
Depois retiro as aparas do frango e o chouriço e trituro com a varinha. Adiciono duas cenouras, tempero de sal e coloco também massinhas pequenas, a gosto.

Deixo cozinhar a cenoura (mais cerca de 15 minutos) e está pronto!
Volto a colocar o chouriço e o frango.
Termino com hortelã.

Claro que com a ajuda da minha borner as coisas tornaram-se mais fáceis e rápidas!
Cortei a cebola e a cenoura como eu queria, fininha e em bocadinhos, e coze muito mais rapidamente.
Uma preciosa ajuda, sem dúvida!



terça-feira, 22 de setembro de 2015

Limado de Cação!

Adoro a boa Gastronomia Alentejana! Nós temos comida tão boa... Abençoada Dieta Mediterrânica!!

Não segui nenhuma receita em concreto, mas pelo que vi na net, em geral, é isto:

Numa bacia, colocar 8 postas de cação (limpo, tinham cerca de 3 cm de espessura) tem que se por de molho em água, vinagre, sal, folhas de louro, durante cerca de 1 hora.

Depois faço o piso (num almofariz, colocar sal, molhinho de coentros, azeite e 3 dentes de alho). Moer até ter uma pasta.

Num tacho, colocar um fiozinho de azeite, juntar o piso, deixar refogar, adicionar água (cerca de 1 litro, ou mais um bocadinho) e adicionar as postas de cação. Elas não devem cozer muito, senão ficam secas. Rectificar de sal, adicionar meia chávena de vinagre (ou menos, conforme gostem de vinagre) misturado com 1 colher de sopa de farinha. Deixar cozer a farinha e em opção pode-se adicionar colorau.

Serve-se com pão do dia anterior ou se o pão for do dia, convém torrar, e dispor no prato de servir, cobrir com o caldo e bocados do cação. Se não gostar do pão ensopado, servir o pão à parte.


Este site tem comida tipicamente Alentejana. Vale a pena dar um olhinho!

sábado, 11 de julho de 2015

DeBorla - Workshop Fresh & Simple - Ideias para o Verão! - Primeira receita

Foi com enorme satisfação e alegria que fui fazer este workshop até ao DeBorla aqui em Ponta Delgada. Adorei o tema e achei um desafio bastante interessante!

Teve tamanha aderência que houve necessidade de se fazer por dois dias! Aqui fica o meu mais profundo agradecimento a toda a equipa envolvida assim como aos meus alunos que tanto colaboraram e à excelente plateia que tive! Dois grupos fantásticos, onde reinou a boa disposição, alegria e amizade. Senti-me à vontade, como se estivesse em casa a cozinhar para amigos! Foi mesmo um prazer enorme, uma honra e um privilégio ter todas essas pessoas interessadas nestas iniciativas e nas receitas! Que venham muitas mais!!

Quem provou, aprovou!! Fez-se comidinha super rápida, saborosa, não muito calórica e leve como estes dias o exigem. Em duas horas fez-se coisas muito deliciosas!

Começamos com uma sopa fria de meloa com crocante de presunto e uns folhadinhos de salsicha.


Nada mais simples e rápido!

Começamos com o presunto: fatias finas, em cima de um tabuleiro forrado com papel vegetal, levar ao forno a 200ºC durante cerca de 5 a 7 minutos, ou até verem que as fatias estão bem crocantes, mas sem estarem queimadas. Deixam-se arrefecer e coloca-se no liquidificador. Mói-se até ficar quase pó. Retira-se para um recipiente e reserva-se. Não lavem o recipiente pois logo a seguir entra a meloa e assim aproveita-se para que fique com o gosto do presunto.
Assim sendo, nesse mesmo liquidificador, coloca-se então duas meloas pequenas tipo Santa Maria e 200 gr de queijo creme (conforme os tamanhos das meloas, conforme a quantidade de queijo creme). Se acharam que estava demasiado espesso a que provaram no workshop, então coloquem só 150 gr de queijo ou então ponham duas meloas e meia... é irem colocando os ingredientes aos poucos, moendo e ajustando a espessura ao vosso gosto. Não esquecer o sal, pimenta e folhas de hortelã.

Serve-se com o crocante de presunto e bem fresca!! Podem fazer com melão também.

Como foi sugerido por uma aluna e muito bem, excelente para servir como um molho! Nesse caso aconselho a embalagem inteira de queijo creme. É uma boa opção para fugirmos à maionese.

Os folhados de salsicha têm aqui o passo a passo:


Cortar a massa ao meio, depois ao meio outra vez (ficamos com 4 fatias de massa) e essas 4 fatias cortamos ao meio e depois ao meio outra vez. Temos que ficar com 16 pedaços.

Colocamos mostarda dijon e metade de meia salsicha, ou seja, uma salsicha dá para 4 pedaços de massa. Também podemos colocar queijo da ilha ralado.

Enrolar como mostra a imagem


Começamos pela parte mais larga e vamos enrolando até a ponta. Pincelar com ovo batido e terminar com sementes de sésamo ou de papoila ou até mesmo sementes de sésamo pretas.


Enquanto o forno está a pré-aquecer a 180ºC, colocamos os folhadinhos no frigorífico, pois a massa folhada folha muito melhor se estiver no frio e for directa do frigorífico para o forno quente.
Cerca de 20 a 25 minutos no forno deve bastar. Devem ficar bem dourados.

Um dia destes faço um vídeo para verem como é fácil!


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Caldo de Peixe à Moda do Pico!

Estamos na altura do Senhor Santo Cristo dos Milagres, por isso para dias de Festa tem que haver comida típica regional!

Então nada melhor do que o famoso Caldo de Peixe à Moda do Pico.

Um caldo que eu comi numa estadia na Ilha do Pico e nunca mais esqueci daquele sabor!

Encontrei uma variante à receita AQUI e a receita original AQUI.

Fiz ao meu jeito:

Começamos por ter que fazer o caldo. E para um bom caldo temos que ter variedade de peixe. Eu tinha Boca Negra, Garoupa e o Salmão dos Açores.

Depois de arranjado e cortado às postas (depois poderá querer servir o peixe inteiro ou desfiado) colocamos numa panela, com água de maneira que tape o peixe, cebola, alho francês, alho, louro, sal e tomate. Acrescentei gambas também. Depois de ferver, contamos cerca de 5 minutos e retiramos as gambas. Não precisa de mais. E de seguida acrescentei um raminho de salsa.

Depois de cozinhado o peixe (é rápido, não deixem o peixe cozer demais), retira-se e reserva-se. Coa-se o caldo e reserva-se também. Enquanto o caldo fica de reserva, perfumamos com folhas de hortelã.


Entretanto fazemos o molho cru:
Eu fiz com coentros, pois adoro o famoso piso do Alentejo e achei que aqui ia ficar fenomenal. E não me enganei... Mas o original é com salsa.
Num almofariz, colocar coentros a gosto, sal, alho e um fio de azeite. Moer até ficar uma pasta. Adicionei também vinagre de champanhe, vinho tinto e um bocadinho de água (não digo quantidades pois isto tudo é a gosto, e conforme a quantidade que queiram fazer, assim como a textura que queiram dar ao molho, portanto vão pondo aos bocadinhos e vão vendo).

O pão, cortei em fatias generosas, torrei ligeiramente e barrei com manteiga. Depois são regadas com o caldo de peixe. Pus também aqui as gambas já cozidas. Acrescentei um bocadinho de coentros.


Come-se de uma maneira bem característica:
O pão embebido no caldo, mais um bocadinho de caldo por cima (quem goste!), depois retirei pedaços de peixe das três variedades, e por fim reguei com o molho cru. O resto do caldo deve-se servir numa taça à parte para irmos bebendo.


Sem dúvida que é uma viagem no tempo, uma viagem de sabores e de tradições que não se deveriam perder pois é um sabor inesquecível!

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Viaje Comigo!

Conhecem o site Viaje Comigo? Não?! Que estão à espera de lá ir dar uma olhadela? Um site espectacular sobre viagens, excelente para quem gosta de conhecer novos sítios e boa gastronomia! Não deixem de explorar bem este site antes de explorar o mundo!

A Susana Ribeiro, Jornalista do Viaje Comigo, desafiou o Chez Sónia a escolher uma receita para o seu site. Nada melhor, para dar o mote, do que a minha receita de Chowder.

Vejam a publicação AQUI e experimentem esta receita bem reconfortante para estes dias invernosos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Chowder à Moda Açoriana!

Após o meu post no Facebook, fui desafiada pelo Pedro Niny Duarte para experimentar a pimenta da terra num chowder com um twist oriental ;-)

Um chowder, basicamente é um caldo de peixe feito com leite, são várias as teorias da sua origem e não tem uma receita básica.

Então, agarrando nas dicas do Pedro e dando asas à minha imaginação, saiu algo deste género:

Fiz um caldo de peixe, com 2 litros de água numa panela, peixe à vossa escolha (eu usei 2 filetes de abrótea), 6 camarões com casca, 2 dentes de alho com casca, 1 folha de louro, pimenta rosa em grão, sal q.b., um pedacinho de alho francês e as cascas de uma cebola. Deixei ferver e ao fim de 5 a 10 minutos apaguei e coei o caldo. Reservei a água do caldo, os camarões e o peixe.

Depois num tacho, coloquei um fio de azeite, muito pouco, 5 fatias de bacon cortadas em tiras, deixar ganhar cor e depois adicionei uma colher de sopa de manteiga, uma cebola bem picada e um bocadinho de alho francês em juliana fina.

Deixar refogar e introduzir os cogumelos frescos laminados (3 ou 4) e algumas conchas do caldo de peixe (eu contei e no total foram 12, mas não introduzi tudo de uma vez e se acharem que é pouco introduzam mais).

Adicionei a pimenta da terra em pedacinhos bem pequenos, deixar ferver em lume brando cerca de 10 min e por fim colocar 2 colheres bem cheias de leite de côco. Deixar ferver para apurar e engrossar ligeiramente, rectificar temperos e por último, já com o lume desligado, um pingo de jindungo, os camarões e o peixe que estavam de reserva e uma mão bem cheia de coentros (guardar o caldo de peixe que sobrou pois é óptimo para fazer um risotto).

Servir com pão torrado.

Um caldo bem aveludado, com as suas origens dispersas, um twist asiático e um toque açoriano!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Winter Minestrone Soup

Eis uma sopa que faz jus ao seu nome!! É mesmo uma sopa de Inverno para nos aquecer bastante! Muito reconfortante... Adoro estas sopas assim!

Vi esta receita no programa da Ina Garten e disse logo que seria uma sopa para mim!!

É uma sopa de origem italiana, bastante espessa e composta por imensos vegetais. Não tem nenhuma receita específica, pois pode ser confeccionada com os vegetais da época ou vegetais que tenhamos em casa. Tem nos seus ingredientes obrigatórios massa ou arroz e feijão.

Num tacho colocar azeite (pouco) e uma embalagem de bacon em tirinhas. Deixar a refogar por cerca de 8 min.

Depois adicionar uma cebola média, 2 cenouras médias, um alho francês pequeno (só a parte branca), 400 gr de abóbora, 2 dentes de alho e alguns ramos de tomilho, tudo cortadinho muito pequeno. Deixar cozinhar por 10 min.

Adicionar depois uma lata de tomate pelado em pedaços, 3 medidas da lata de tomate com água, uma folha de louro, sal (pouco), pimenta e deixar ferver. Cozinhar por 30 min.

Retirar a folha de louro e os paus do tomilho e se os pedaços de legumes estiverem muito grandes para o vosso gosto amassem ligeiramente com o esmagador de batatas, mas o original é deixar em pedaços, têm é que ficar pequenos ao início quando os cortamos.

Depois juntar uma lata das grandes de feijão branco cozido (não pus toda, só cerca de 10 colheres de sopa) e a sua água (cerca de 10 colheres de sopa também).

Adicionar massa miúda a gosto. Se a sopa estiver muito grossa adicionar mais um bocadinho de água. Por fim, ao mesmo tempo da massa, colocar um molho de agriões ou espinafres e deixar murchar. Depois um copo de vinho branco (cerca de 150 ml) e deixar cozer a massa e evaporar/cozinhar o álcool. Eu ainda adicionei uma colher de sopa de pesto e para quem gosta, quando a sopa estiver no prato, polvilha-se com queijo parmesão.

Acompanha com pão torrado, com alho esfregado e regado com azeite.

Aquece-nos a Alma & o Coração!!

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Semana Açoreana - Caldo Azedo

Apesar de não ser de cá, adoro cozinhar coisas novas, comida regional e... comer! :-)

Esta semana ando numa de aprender o que comem os Açoreanos, com a ajuda dos nossos queridos amigos João e Edna.

Começamos com este Caldo Azedo!


Tem este nome devido ao seu ingrediente secreto: Uvas! Daquelas verdes, pequenas!

Não é um caldo para qualquer um... pois comemos um prato e ficamos bem satisfeitos. Foi mesmo inventada para quem trabalhava no campo, claro!

O caldo é típico da Terceira e parece que o original é com vinagre, mas este já vem dos tempos dos avós do João e sempre foi feito com uvas.

Não conseguia imaginar o sabor do caldo, mas quando provei... Hmmmmm!!!!!!! O sabor azedo da uva é ESPECTACULAR! A combinação de sabores não podia ser melhor. Nunca tinha comido uma sopa assim. Uma maravilha! Não vi fazerem a sopa, mas sei que leva tomate, cebola, batata, feijão de debulhar, azeite, uvas e no fim, pão!

Recomendo!

segunda-feira, 30 de julho de 2012

A Gastronomia Alentejana e Açoreana num dia só!

Há dias assim... Em que a saudade de casa bate à porta. É nesses dias que temos que por mãos à obra e abrir o livro de receitas dos avós para tentar ir buscar receitas deliciosas e que nem sempre confeccionamos.

É o caso de uma sopinha de beldroegas, que os avós do meu marido faziam. É típica alentejana. Mas como estamos nos Açores, nem sempre é fácil encontrar beldroegas... Mas na praça às vezes temos sorte!

Encontrei no Mercado, na banca dos produtos biológicos, dois molhos desta erva magnífica, que tantos benefícios para a saúde tem.

Fiz só com batata, cebola, uma cabeça de alho inteira (alentejano que se preze gosta de alho eheh) e meia cenoura. Depois de tudo cozido, passei com a varinha, pus um fio de azeite, temperei de sal e coloquei as beldroegas. No final, já no prato, cada um colocou uns pedacinhos de queijo que estava bem seco, de Borba, que eu tinha cá em casa, enviado pela minha sogra.

Fez as delícias da casa! Deu para matar saudades!!

No dia seguinte, para ser diferente, comemos com um ovo escalfado. Uma maravilha!


Para finalizar, também tinha comprado na praça as famosas meloas de Sta Maria. Adoro esta altura do ano, e ter o prazer de poder comprá-las, pois começam a aparecer em força! É uma todas as semanas! :-)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mais peixinho Açoreano - Peixe Porco & a sua Sopa

Já tinha experimentado este peixe, mas nunca em casa.

Então esta semana na praça havia Peixe Porco! Nome um pouco estranho para peixe, mas faz uns filetes excelentes!!

É um peixe pequeno, que já vem para as bancas arranjado, ou seja, sem cabeça, sem as entranhas e sem pele!

É só pedir para fazer em filetes, mas tragam as espinhas também (ou quem tiver jeito faz em casa).

É que as espinhas ainda trazem muito peixinho agarrado e é óptimo para fazer um caldo de peixe ou então como eu fiz, uma sopinha de peixe! Depois de cozidas, tira-se facilmente o peixe agarrado. E dá à sopa um saborzinho...!! Hmmmm... Nunca pensei que fosse assim tão bom na sopa de peixe!

Mas os filetes de peixe porco fiz desta maneira:

Temperei-os em cima da grelha simplesmente com sal e pimenta e grelhei.


Fiz batata a murro e tomate cherry e temperei com azeite, alho picadinho e salsa (ou coentros).


É um peixe que tem tendência a ficar seco pois grelha muito rápido. Este ficou no ponto ;-)

A sopa de peixe que fiz com os centros dos filetes, ou seja, as espinhas, fiz da seguinte forma: (receita gentilmente oferecida pela minha prima do Alentejo)


Cozi em água e sal e depois de cozidos reservei.

À parte, fiz um refogado com cebola, alho e azeite. Juntei um pouco da água de cozer o peixe e passei tudo com a varinha. Juntei 2 colheres de sopa de polpa de tomate e o resto da água e deixei ferver. Juntei massinha de cotovelos, miolo de camarão e deixei cozer. Colocar picante para quem gosta, delícias do mar, rectificar temperos e no fim polvilhar com  coentros picados e vai-se adicionando crutons, à medida que se come, para não amolecerem muito.

Como as espinhas ainda tinha muito peixe agarrado, não houve necessidade de juntar mais peixe nenhum.



Por vezes também faço de raia e camarão!


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